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Próximos Casos · Hulda Hermannsdóttir

Retrato de Hulda Hermannsdóttir

Hulda Hermannsdóttir

de Ragnar Jónasson · Reiquiavique, Islândia

Quem é

Hulda Hermannsdóttir é inspetora da polícia de Reiquiavique e a personagem central da trilogia Hidden Iceland, de Ragnar Jónasson. Ao contrário da maioria dos detetives do género, é uma mulher mais velha, viúva, que trabalhou a vida inteira num meio dominado por homens e que dá por si, aos 64 anos, empurrada para uma reforma antecipada que não desejava. Sozinha e com poucos laços fora do trabalho, vê o tempo que lhe resta na polícia encurtar-se, e a perspetiva de ficar em casa, sem ocupação, assusta-a mais do que qualquer caso difícil. É essa urgência, mais do que a ambição, que a move.

No primeiro livro, A Escuridão, decide usar esse tempo para investigar um caso que os colegas arquivaram depressa demais: a morte de Elena, jovem russa que pedia asilo, encontrada numa praia isolada e dada como suicídio. A trilogia tem uma particularidade curiosa, a de recuar no tempo a cada volume, mostrando fases anteriores da vida de Hulda. Os restantes títulos são A Ilha e A Névoa, e os três saíram em português pela Topseller. É um policial mais melancólico e íntimo do que a série Dark Iceland, centrado na solidão de uma mulher que a polícia quer afastar, e passa-se em Reiquiavique e nas paisagens duras da Islândia, com praias desertas, vento e longas noites. Para quem procura uma protagonista fora do padrão, é uma proposta diferente. Ainda não li esta trilogia, mas já a tenho na lista.

No primeiro livro, A Escuridão, decide usar esse tempo para investigar um caso que os colegas arquivaram depressa demais: a morte de Elena, jovem russa que pedia asilo, encontrada numa praia isolada e dada como suicídio. A trilogia tem uma particularidade curiosa, a de recuar no tempo a cada volume, mostrando fases anteriores da vida de Hulda. Os restantes títulos são A Ilha e A Névoa, e os três saíram em português pela Topseller. É um policial mais melancólico e íntimo do que a série Dark Iceland, centrado na solidão de uma mulher que a polícia quer afastar, e passa-se em Reiquiavique e nas paisagens duras da Islândia, com praias desertas, vento e longas noites. Para quem procura uma protagonista fora do padrão, é uma proposta diferente. Ainda não li esta trilogia, mas já a tenho na lista.

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Por onde começar

#LivroEstado
1A EscuridãoThe Darkness★ 3,53 Goodreads · por ler
2A IlhaThe Island★ 3,79 Goodreads · por ler
3A NévoaThe Mist★ 3,92 Goodreads · por ler

Médias do Goodreads em outubro de 2026.

Porque começar esta série

Porque Hulda é uma protagonista rara: uma polícia de 64 anos, viúva, a quem querem tirar o lugar, e que decide teimar. A trilogia tem uma construção invulgar, com cada livro a recuar no tempo, e promete um policial nórdico mais humano e melancólico do que o habitual. Para quem aprecia personagens maduras e segredos de família, parece uma escolha segura.

O que vais ganhar

Uma investigadora que luta contra o relógio e contra a ideia de que já não serve, num cenário de praias desertas, neve e solidão em redor de Reiquiavique. Um policial atmosférico e reflexivo, com uma protagonista fora do comum, que convida a refletir sobre o que fica por resolver quando alguém é afastado de funções.

Dúvidas de quem hesita

Em que ordem devo ler a trilogia?
Pela ordem de publicação: A Escuridão, A Ilha e A Névoa. Cada livro recua no tempo, por isso convém não saltar volumes.
Hulda é a mesma personagem em toda a trilogia?
Sim, é a protagonista dos três livros, que mostram diferentes momentos da sua vida.
É igual à série Dark Iceland?
Não: passa-se em Reiquiavique, com uma inspetora, e tem um tom mais íntimo e melancólico do que a série de Ari Thór.
Esta ficha vai crescer?
Sim: ainda não li esta série, por isso a ficha é provisória e cresce à medida que a leio.

Nota do Inspetor Enredo

Hulda interessa-me porque foge ao cliché do detetive em plena força: aqui há uma mulher perto do fim da carreira, a quem querem fechar a porta. Tenho curiosidade por ver como Jónasson trata essa solidão sem a transformar em piedade e como funciona uma trilogia que anda para trás no tempo. Vi no Goodreads opiniões divididas, sobretudo a propósito do final do primeiro livro, e isso leva-me a querer formar opinião própria, sem espreitar os pormenores. Pergunto-me também se a estrutura que recua no tempo vai tornar a trilogia mais rica ou apenas mais difícil de acompanhar. Espero um policial calmo, atmosférico, mais interessado na personagem do que no ritmo. Espero encontrar uma protagonista com quem valha a pena passar três livros, e uma investigação que valorize a experiência de quem passou uma vida inteira a resolver casos. Se assim for, a trilogia terá justificado a espera. Esta ficha será atualizada quando eu a ler, com as minhas impressões reais.