Próximos Casos · Helgi Reykdal

Helgi Reykdal é o protagonista da mais recente série de Ragnar Jónasson, conhecida como trilogia Helgi, e é um detetive pouco habitual: não tem distintivo nem arma, é um estudante de criminologia. Regressa à Islândia depois de anos no estrangeiro e procura um tema para a dissertação de mestrado. Escolhe um crime que ficou sem resposta, o assassinato de uma enfermeira chamada Yrsa, ocorrido em 1983 num antigo sanatório de tuberculosos, no norte do país, e que nunca teve culpado.
O método de Helgi é o de um investigador de gabinete: lê processos, procura falhas na investigação original e tenta entrevistar os suspeitos que sobreviveram, um pequeno grupo de pessoas que viveu e trabalhou no sanatório e que continua a guardar a sua versão dos factos. Cada conversa pode abrir uma brecha na história oficial, e Helgi vai percebendo que reabrir o caso incomoda mais gente do que imaginava. A história alterna entre o presente e os anos do crime, num mistério de enigma que a crítica compara ao de Agatha Christie, com um cenário fechado e suspeitos contados, bem diferente do ambiente de vila isolada da série Dark Iceland. Em Portugal, o primeiro volume saiu em novembro de 2024 pela Topseller, com o título Morte no Sanatório. Segue-se O Misterioso Caso da Escritora Desaparecida e, depois, The Body in the Bath, ainda sem edição portuguesa, pelo que sei. Tenho esta série na lista de leitura, mas ainda não a li.
O método de Helgi é o de um investigador de gabinete: lê processos, procura falhas na investigação original e tenta entrevistar os suspeitos que sobreviveram, um pequeno grupo de pessoas que viveu e trabalhou no sanatório e que continua a guardar a sua versão dos factos. Cada conversa pode abrir uma brecha na história oficial, e Helgi vai percebendo que reabrir o caso incomoda mais gente do que imaginava. A história alterna entre o presente e os anos do crime, num mistério de enigma que a crítica compara ao de Agatha Christie, com um cenário fechado e suspeitos contados, bem diferente do ambiente de vila isolada da série Dark Iceland. Em Portugal, o primeiro volume saiu em novembro de 2024 pela Topseller, com o título Morte no Sanatório. Segue-se O Misterioso Caso da Escritora Desaparecida e, depois, The Body in the Bath, ainda sem edição portuguesa, pelo que sei. Tenho esta série na lista de leitura, mas ainda não a li.
+ ver mais| # | Livro | Estado |
|---|---|---|
| 1 | Morte no SanatórioDeath at the Sanatorium | ★ 3,64 Goodreads · por ler |
| 2 | O Misterioso Caso da Escritora DesaparecidaThe Mysterious Case of the Missing Crime Writer | ★ 3,62 Goodreads · por ler |
| 3 | The Body in the BathThe Body in the Bath | Ver no Goodreads · por ler |
Médias do Goodreads em outubro de 2026.
Porque Helgi foge ao molde habitual do policial nórdico: em vez de um inspetor em plena ação, temos um estudante que investiga um caso antigo à distância, com testemunhos e papéis. É um tipo de mistério mais clássico e mais cerebral, com suspeitos limitados e um enigma que se vai montando aos poucos. Para quem gosta de quebra-cabeças ao estilo das histórias de Agatha Christie, tem tudo para agradar.
Um mistério de enigma em vez de perseguição, passado num sanatório isolado e contado através das vozes de quem lá esteve. Quem procura um policial de leitura envolvente, sem violência gratuita, e com a ideia de que o passado nunca desaparece por completo, encontra aqui um bom ponto de entrada na obra de Jónasson.
O que me atrai em Helgi é precisamente a ausência de perseguições: um mistério resolvido com papéis, memórias e conversas incómodas. Tenho curiosidade por ver como Jónasson sustenta uma investigação sem as ferramentas de um polícia, e como gere um grupo pequeno de suspeitos sem que o enigma perca tensão. As comparações com Agatha Christie fazem-me esperar um quebra-cabeças limpo e bem construído, mais do que uma atmosfera sombria, embora ainda não saiba se a promessa se cumpre. Também me interessa saber se um estudante consegue sustentar três livros como investigador, ou se a série precisa de mudar de rumo pelo caminho. Aguardo ainda perceber como evolui a personagem ao longo dos volumes seguintes, e se o tom mais clássico me conquista tanto como o dos policiais mais sombrios que costumo procurar. Quando começar a leitura, esta ficha será atualizada com as minhas impressões reais.